GEO, AEO E BRANDING SEMÂNTICO

SE NÃO SABE O QUE É, PRECISA DESCOBRIR AGORA!

5/21/20264 min ler

Um dos termos recentes utilizados a partir do uso diário das Inteligências Artificiais é o GEO, ou Generative Engine Optimization, ou Otimização de Busca para IA Generativa. O GEO surge em contraponto ao tradicional SEO e promete mudar tudo. Na verdade, GEO mal surgiu e já se desdobrou em AEO, ou Answer Engine Optimization, ou Otimização para Motores de Resposta.

Toda essa mudança fica mais fácil e entender quando você verifica que o Google fez sua maior aposta dos últimos, maior ainda do que as mudanças em Ads e Analytics realizadas em 24 e 25, com o objetivo de ser a número 1 em IA Generativa. Para isso, lançou um pacote de mudanças que inclui a redefinição de sua principal fonte de receita, os links patrocinados.

Sim, para entender a dimensão das mudanças, a busca agora inclui recursos de IA e os resultados deixam de focar em volume para focar em precisão. Quem acompanha as mudanças feitas no Google Ads e no Analytics já sabia que os formatos estavam mudando, que links patrocinados baseados em textos estava progressivamente morrendo e que assertividade estava superando volume.

Mas a mudança atual é muito grande, o que leva aos termos do título. Até esta semana, literalmente, GEO era um foco importantíssimo, mas ainda não era o foco principal. Agora, mudou tudo. Porque o GEO cria uma nova camada nas buscas que vai onde o SEO não vai. Ele vai nas IAs, verifica o que elas estão buscando, o que elas falam sobre sua marca (ou pior, o que elas ignoram) e o que você precisa fazer para chegar nelas. Porque é fato que cada vez mais as pessoas vão fazer buscas com IA e não apenas com uma caixa de texto vazia. Da mesma forma que o algoritmo do Google foi crucial em 2004 para trazer resultados relevantes num universo de milhões de páginas, a IA agora é fundamental para trazer resultados das estimadas 50 bilhões de páginas atualmente.

No caso do AEO, o foco está nos dispositivos inteligentes, como Alexa, Siri etc, que já incorporam as IAs; estamos falando de fornecer informações para esses dispositivos sobre produtos e serviços de forma que eles incorporem nas suas respostas. Ou seja, para cada tipo de dispositivo temos um tipo de otimização e uma forma de gerar resultados, que cada vez mais passam por prompts e APIs.

As mudanças, por mais que ataquem a sobrevivência do seu principal negócio, mostram que o Google fez o que a maioria das empresas líderes não faz: teve coragem de se reinventar antes que a concorrência faça isso por ele. Se o Google teve coragem de fazer isso, eu e você não podemos ficar de fora. A relevância da marca, como abordei em texto recente, depende disso.

Aí entra o Branding Semântico. Até os anos 1980, branding e categoria eram coisas muito próximas. Uma empresa inventava um novo produto, divulgava por meio de propaganda e esse produto virava sinônimo de categoria. Foi assim com a Gilete, Band-Aid, Maisena etc. Depois, a marca passou a ter que olhar para todos os Ps, que foram aumentando com o tempo, até surgir o conceito de Branding 360º. Com a Internet, o conceito de 360º começou a dar voltas e voltas, até se multifragmentar e surgir o Metaverso.

Não, o Metaverso não morreu. Ele apenas virou uma coisa mais palpável, menos etérea e mais prática. O Branding semântico é uma etapa desse processo de associar a marca a contextos relevantes para as promessas dela e para os diversos targets (que continuam se fragmentando), de forma que ela receba indicações contextualizados e relevantes para esses targets.

SEO vai morrer com o GEO? Acredito que não, mas ele vira uma camada superficial. Primeiro, via GEO, as IAs vão buscar as respostas e, para organizá-las, vai usar o SEO. Mas, uma vez que a busca começa na IA, não adianta você ter um ótimo SEO se o GEO não estiver encontrando seus resultados, ou seja, sua marca vai estar bem posicionada, mas invisível para as IAs.

Claro que, como tudo em tecnologia, isso não é definitivo, mas minhas experiências com GEO mostram que a importância do investimento cresceu abruptamente e produziu resultados concretos: vendas. A princípio fiquei fascinado com a evolução meteórica dos resultados gerais, mas em pouco tempo vi os resultados em leads e vendas. Sinal de que não se trata apenas de um auxílio, mas de uma estratégia essencial. Quando você olha nas entranhas desse processo, verifica o que foi dito acima: o GEO permite que as IAs entreguem recomendações da sua marca contextualizados com as dúvidas e perguntas dos diversos segmentos de usuários para as IAs.

E não é difícil de entender porquê isso acontece: a busca do Google nos acostumou a ter respostas para nossas perguntas. A IA está cada vez mais resolvendo problemas. Não pedimos uma lista de produtos; perguntamos qual o melhor para a nossa necessidade.

Se o Google mudou, a mensagem é clara: mude enquanto é tempo. Quanto maior a dispersão do consumidor, mais ele tende a usar ferramentas para ajudar na decisão. Entre as novidades do Google, estão agentes que fazem a pesquisa de preço, comparam as características de cada oferta, levantam as formas de pagamento e entregam tudo isso planilha para o usuário. Então, não adianta mais oferecer os seus produtos como você fazia, porque quem conversa com o seu site, cada vez mais, será a IA em busca de respostas específicas.

E não se trata apenas de fazer prompts, até porque isso já virou tarefa da IA. Na primeira onda em 24/25, o desafio do cliente era conversar com a IA na linguagem mais natural possível. Para isso, os prompts tinham que ser enormes, cheios de meta-informações. Na segunda, ainda em 25, as IAs começaram a incorporar alguns prompts e só precisavam de indicações ou respostas a perguntas. Aí vieram os agentes, que geravam os prompts para você. Agora, a IA conversa com a IA e ela mesma ajusta os erros. Erros à parte, que ainda acontecem diariamente ao montes, o caminho é assertividade. Ninguém quer ficar tentando entender o que falou pedir ou o que foi mal pedido. No caso do Google, ele está usando seus mais de 20 anos de aprendizado sobre o quer as pessoas buscam para tentar responder melhor e mais rápido à sua necessidade, e não mais à sua pergunta.

Em resumo, a mudança é radical, a velocidade é brutal e a realidade é impiedosa. Enquanto a bolha da IA não estoura, ficar de fora observando não é uma opção.