SERÁ NOSSA REDENÇÃO?

A possibilidade de ter super poderes é real

11/21/20254 min ler

Todo mundo quando era criança sonha em ter super poderes. Seja voar, visão de raio X ou super força, não tem ninguém que um dia não sonhou com isso. Um super poder do qual eu nunca desisti foi a capacidade de me teletransportar. Depois que você começa a fazer viagens longas de avião e enfrenta a aventura que é transportar roupas, malas e objetos, você mais do que nunca deseja que isso um dia vire realidade. E eu, particularmente, tenho um motivo para acreditar...

Fanático que sou por tecnologia, fiquei maravilhado quando, em 1999, Nicholas Negroponte, a mente brilhante por trás do MIT, contou que existia um projeto chamado "do átomo ao bit": desenvolver um meio capaz de transformar toda a informação que existe nos átomos em bits e, depois, reverter para átomo novamente. Se isso parece absurdo, é o princípio por trás das impressoras 3D, por exemplo. Quando escaneamos um objeto e imprimimos, basicamente convertemos as informações da matéria (átomos), convertemos em bits e, depois, em átomos novamente. Antes que você diga que isso é muito diferente, saiba que a meta desse projeto é exatamente chegar no teletransporte, se for possível. O problema é que não existia um prazo para isso e nem a certeza de se obter o resultado.

Bom, voltando ao sonho de criança depois dos superpoderes toda criança começa a sonhar com outras coisas. O meu sonho era ser músico. Aos 5 comecei a estudar piano com minha tia, que era professora, mas não durou muito. Com 15 anos, com o objetivo de montar uma banda, voltei a estudar piano, agora no conservatório do meu tio avô, famoso musicista e professor. Foram 8 anos de piano clássico até eu me convencer que jamais seria um grande pianista. Não tinha o talento necessário. Não demorou muito para perceber que música, uma coisa que eu amo profundamente, não seria meu ganha-pão. Será?

Agora, com o avanço da Inteligência Artificial, como já disse antes, a ideia de super poderes começa a parecer mais realista. Não qualquer super poder, claro, mas talvez a IA seja capaz de encontrar a solução para o teletransporte. O que estamos vendo pela frente é uma revolução que não pode ser dimensionada porque a cada passo evolutivo o horizonte não fica mais perto: as possibilidades se multiplicam e o universo se expande.

Existe uma bolha de IA? Sim, e faço questão de deixar isso bem claro: nem tudo que reluz é ouro. A corrida por ser a força dominante nesse novo mundo tem feito as empresas mentirem. A Apple mentiu dizendo que tinha uma solução revolucionária e acabou fazendo parceria com o Google. Algumas empresas que já citei prometeram e não entregaram. O caso mais recente é do ChatGPT: existe uma corrente crescente que diz que eles são melhores de marketing do que de programação. Então, em conluio com a Nvidia, que também é muito boa de marketing, eles estariam inflacionando seus tamanhos e feitos de comum acordo. Não será o primeiro e nem último escândalo do tipo.

Mas voltando ao ponto inicial, o que eu quis dizer com redenção. Mergulhado na IA eu descobri uma plataforma que parece sobrenatural: Suno.ai. Não é a primeiro e nem a única, mas ela tem a capacidade de transformar qualquer ideia que você tenha em música. E não apenas música: música de qualidade, bem tocada, produzida e gravada. O que antes exigiria muito talento e horas de estúdio agora precisam de algum talento e algum conhecimento. Claro que para produzir música boa você precisa pelo menos saber o que é isso. E claro que letras geradas totalmente por IA tendem a não ter alma. Mas e se você emprestar um pouco da sua própria para o processo?

Foi o que fiz e resolvi, como experiência de IA, como sonho de adolescência e como profissional de marketing, fazer o roteiro completo: criei as letras (algumas, sozinho, outras com a ajuda da IA), criei os arranjos, gerei as músicas na plataforma, criei o nome, a identidade, o logo e os músicos da banda (com a ajuda da IA) e me meti a produzir vídeos (com IA), posts, perfil no Instagram, no TikTok etc. Mas fui mais além: busquei uma distribuidora e consegui fazer o processo de fazer a música da minha banda chegar nos streamings: Spotify, Apple, Deezer, TikTok etc. Só a Meta, vejam só, não aceitou, porque não gostou da qualidade do material (essa história sempre vai me fazer rir).

Você consegue ouvir o resultado aqui, mas em breve vou descrever o processo completo e alguns resultados. Depois de tudo isso, tenho duas certezas: realizei meu sonho e me diverti muito. Provavelmente não vou ganhar um tostão com isso, mas essa minha nova carreira, devido ao investimento que basicamente é de conhecimento e tempo, está garantida nos próximos anos. Importante: a música de Country mais tocada nas paradas americanas é uma música feita e interpretada por IA. O negócio é sério.

Por isso, acima de tudo, atingi minha meta de experimentar o uso da IA de forma imersiva e divertida, que tem tudo para ser um filão muito interessante para as mercas nos próximos anos. Nada de coisas mirabolantes ou disruptivas: apenas mais do que existe de bom, apenas turbinado e mais acessível aos músicos de garagem.